Prevenção e Bem-Estar

Dor nas Costas de Ficar Deitado: Como Aliviar

Guia prático sobre como aliviar a dor nas costas de ficar deitado com mudanças na posição para dormir, colchão adequado e orientação médica.

Se deitar deveria aliviar, não deveria aumentar o incômodo. Quando a dor aparece justamente na cama, o sono piora, o corpo não descansa e o dia seguinte começa pesado.

Mas, antes de tudo, saiba que a dor nas costas de ficar deitado nem sempre aponta algo grave. Na maioria dos casos, o problema tem relação com postura, colchão, travesseiro, tensão muscular e hábitos do dia.

Ainda assim, dor forte, constante ou pior à noite merece atenção. Em alguns casos, pode haver inflamação, compressão nervosa ou outra alteração da coluna que precisa de avaliação.

O que pode causar dor nas costas de ficar deitado

Antes de pensar em tratamento, vale entender por que a dor aparece, pois isso evita trocar o colchão às pressas ou culpar a posição errada sem olhar o resto da rotina.

As causas mais comuns são mecânicas:

Também entram nessa conta o excesso de peso, o sedentarismo, movimentos repetidos feitos ao longo do dia e problemas da coluna, como hérnia de disco, artrose ou inflamação.

Quando a musculatura chega cansada à noite, qualquer posição ruim pode aumentar a pressão sobre a lombar ou a região entre as escápulas.

Como aliviar a dor nas costas ao deitar

Alguns ajustes simples aliviam bastante, principalmente quando a dor começou há pouco tempo e não vem acompanhada de outros sinais de alerta. A ideia é deixar a coluna mais alinhada e diminuir a tensão enquanto você dorme.

Ajuste a posição para dormir

Dormir de lado é a posição mais confortável para muita gente com dor nas costas. Flexionar levemente os joelhos e colocar um travesseiro entre as pernas ajuda a alinhar quadril, pelve e coluna.

Se você dorme de barriga para cima, experimente colocar um travesseiro ou uma toalha dobrada abaixo dos joelhos, pois ajuda a reduzir a pressão na lombar e deixar a musculatura mais relaxada.

Dormir de bruços geralmente piora a dor, porque força a lombar e gira o pescoço por muitas horas.

Quando essa é a única posição em que você consegue pegar no sono, vale testar um travesseiro fino sob o quadril ou a parte baixa da barriga para reduzir a sobrecarga.

Revise colchão e travesseiro

Nem todo colchão duro é bom, e nem todo colchão macio é confortável de verdade. O melhor é o que sustenta o corpo sem deixar a coluna torta, com sensação de apoio firme, mas não de tábua.

O travesseiro também faz diferença. De lado, ele deve preencher o espaço entre o ombro e a cabeça. De barriga para cima, funciona melhor um modelo mais baixo, que não empurre o pescoço para frente.

Faça este teste prático:

  1. Observe se o colchão tem buracos, desníveis ou afundamento.
  2. Perceba se a dor piora mais na cama do que em outra superfície.
  3. Veja se o travesseiro faz seu pescoço dobrar para cima ou para baixo.
  4. Troque peças muito antigas, deformadas ou sem apoio.

Quando o corpo fica alinhado, a tendência é que o sono seja menos interrompido e a dor apareça com menos intensidade ao acordar.

O que fazer durante o dia para não piorar à noite

A dor que aparece ao deitar quase nunca começa só na cama. Em muitos casos, ela vem sendo construída ao longo do dia por postura ruim, poucas pausas e excesso de tensão acumulada.

Passar horas sentado, trabalhar com a tela baixa, olhar o celular com a cabeça inclinada e levantar peso com a coluna curvada aumentam a carga sobre a lombar e a região cervical. Quando chega a hora de dormir, o corpo já está irritado.

Algumas atitudes ajudam bastante:

  • Levantar a cada 50 a 60 minutos para andar um pouco;
  • Apoiar bem os pés no chão quando estiver sentado;
  • Manter a tela perto da linha dos olhos;
  • Dobrar os joelhos ao pegar peso;
  • Incluir caminhadas leves e pausas de alongamento na rotina.

Outro ponto importante é não ficar de cama por longos períodos, a não ser que um médico tenha orientado. Em geral, repouso prolongado enfraquece a musculatura e pode fazer a dor durar mais.

Quando a dor nas costas ao deitar merece avaliação médica

Nem toda dor nas costas é grave, mas algumas situações pedem investigação mais rápida, que vale ainda mais quando a dor é forte, não muda com a posição ou parece piorar justamente no repouso.

Procure um especialista se a dor:

Dor muito intensa à noite, piora progressiva, perda de força e alterações urinárias ou intestinais não devem ser ignoradas.

Nesses casos, o ideal é passar por avaliação com ortopedista especialista em patologias da coluna para definir se há necessidade de exame, fisioterapia, medicação ou outro tratamento.

Perguntas frequentes

Por que sinto dor nas costas de ficar deitado?

A dor nas costas de ficar deitado pode surgir por postura ruim, colchão inadequado, travesseiro errado, tensão muscular, fraqueza abdominal, sedentarismo ou sobrecarga acumulada durante o dia. Em alguns casos, também pode ter relação com hérnia de disco, artrose ou inflamação na coluna.

Qual a melhor posição para dormir com dor nas costas?

Dormir de lado, com os joelhos levemente flexionados e um travesseiro entre as pernas, ajuda no alinhamento da coluna. Quem dorme de barriga para cima pode colocar um travesseiro sob os joelhos para reduzir a pressão na lombar.

Dormir de bruços piora a dor nas costas?

Pode piorar. Essa posição tende a forçar a lombar e manter o pescoço girado por muitas horas. Para quem só consegue dormir assim, um travesseiro fino sob o quadril ou a parte baixa da barriga pode reduzir parte da sobrecarga.

Colchão duro é melhor para dor nas costas?

Nem sempre. O melhor colchão é aquele que sustenta o corpo sem afundar demais e sem deixar a coluna torta. Um colchão muito duro também pode criar pontos de pressão e aumentar o desconforto durante a noite.

Quando procurar médico por dor nas costas ao deitar?

Procure avaliação se a dor dura dias ou semanas, acorda você à noite, desce para a perna ou braço, vem com formigamento, fraqueza, dormência, febre, perda de peso, mal-estar ou alteração para urinar e evacuar.

Dr. Aurélio Arantes

Especialista em ortopedia de coluna em Goiânia. Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). Preceptor do Departamento de Ortopedia e Traumatologia do HC-UFG e membro da diretoria da SBOT Goiás.

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